Declaração da Marcha Mundial das Mulheres contra a violência e a pobreza
Por ocasião do Fórum Social Europeu, em Malmo - Suecia, Nadia Demond do Comité Internacional da Marcha Mundial das Mulheres e da Coordenação Europeia apresentou a seguinte Declaração na Assembleia dos Movimentos Sociais. Nela é lançada uma campanha a decorrer até 2010, ano em que mais uma vez as mulheres marcharão em todo o mundo.
Em vésperas do 7º Encontro Internacional da Marcha a acontecer em Outubro em Vigo - Espanha, as delegadas de todo mundo a esse encontro, definirão o modelo dessa Marcha que ocorrerá entre 8 e 18 de Março de 2010.
Declaração Declaración Déclaration
Declaração da Marcha Mundial das Mulheres contra a violência e a pobreza
Assembléia dos Movimentos Sociais
“Concordamos com a proposta de uma mobilização européia contra a degradação das condições de trabalho, contra os trabalhos precários, contra a crescente exploração das forças do trabalho, ao mesmo tempo que os serviços públicos são privatizados ou desmantelados. Estas políticas neoliberais promovidas pela União Européia e pelos governos nacionais na Europa acarretam mais pobreza e mais trabalho para as mulheres dentro e fora de casa, afectando a possibilidade de independência por parte das jovens raparigas e das mulheres qualquer que seja a sua idade.
Mas não é só na área económica que as políticas de direita estão a ganhar terreno. O fundamentalismo religioso – em particular o do Vaticano – condiciona cada vez mais as políticas dos estados, especialmente os dos países do sul e da Europa de leste, com um constante ataque ao direito ao aborto livre e à contracepção, à autodeterminação dos corpos e à sexualidade, incluindo os direitos civis e sociais dos casais homossexuais.
Assim, a Marcha Mundial das Mulheres inicia agora uma campanha que irá levar a uma nova marcha internacional em 2010, percorrendo simultaneamente os países entre 8 e 18 de Março, em torno de 4 questões principais:
· Independência económica para as mulheres (empregos e serviços decentes)
· Fim à violência patriarcal como instrumento de controlo dos corpos e das vidas das mulheres
· Defesa do bem comum e da soberania alimentar
· Paz e desmilitarização.
Convidamos todas as mulheres e outros movimentos sociais a juntarem-se-nos.
Declaración de la Marcha Mundial de las Mujeres contra la violencia y la pobreza
Asamblea de los Movimientos Sociales
“Concordamos con la propuesta de una movilización europea contra la degradación de las condiciones de trabajo, contra los trabajos precarios, contra la creciente explotación de las fuerzas del trabajo, al mismo tiempo que los servicios públicos son privatizados o desmantelados. Estas políticas neoliberales promovidas por la Unión Europea y por los gobiernos nacionales en Europa acarrean más pobreza y más trabajo para las mujeres dentro y fuera de casa, afectando la posibilidad de independencia por parte de las jóvenes y de las mujeres cualquiera que sea su edad.
Pero no es sólo en el área económica que las políticas derechistas están ganando terreno. El fundamentalismo religioso – en particular el del Vaticano – condiciona cada vez más las políticas de los estados, especialmente las de los países del sur y de Europa del este, con un constante ataque al derecho al aborto libre y a la contracepción, a la autodeterminación de los cuerpos y a la sexualidad, incluyendo los derechos civiles y sociales de las parejas homosexuales.
Así, la Marcha Mundial de las Mujeres inicia ahora una campaña que conducirá a una nueva Marcha Internacional en 2010, recorriendo simultáneamente los países entre el 8 y 18 de Marzo, en torno a 4 cuestiones principales:
· Independencia económica para las mujeres (empleos y servicios decentes)
· Fin a la violencia patriarcal como instrumento de control de los cuerpos y de las vidas de las mujeres
· Defensa del bien común y de la soberanía alimentar
· Paz y desmilitarización.
Invitamos a todas las mujeres y otros movimientos sociales a que se unan.
Déclaration of the "World March of Women against violence and poverty"
Assembly of social mouvements
”We agree with the proposal for a European mobilization against the worsening of working conditions, precarious jobs, increasing exploitation of labour forces while the public social services are being privatised or dismantled. These neoliberal policies, promoted by the EU and national governments in Europe implies more poverty and more work for women inside and outside their homes, affecting the possibility of independence for young women, and women of any age.
But not only in the economical area right wing politics is winning ground. Religious fundamentalism – particularly that of the Vatican – is more and more conditioning state policies, especially in the southern and eastern European countries, attacking constantly women’s right on free abortion and contraception, and selfdetermination on their own bodies and sexuality, including civil and social rights for homosexual couples.
There for the World march of women is now starting a campaign which will lead to a new international march in 2010 walking through the countries simultaneously from the 8 to the 18th of March, on 4 main issues:
· economical independence for women (decent jobs and services)
· stop male violence against women as a tool of control on their bodies and lives
· defence of common goods and food sovereignty
· peace and demilitarization
We invite all women and other social movements to join us.
Contactos: